sábado, 24 de dezembro de 2011

Amanheceu o dia...



O dia apenas amanhecera...

Mas aquele não era um dia comum. Era o primeiro dia de uma nova era que se iniciava para a Humanidade inteira...

A partir daquele acontecimento, o Mundo jamais seria o mesmo. Um acontecimento que constituiria um novo marco na História...

Amanheceu o dia... E as luzes daquele amanhecer se espalharam lentamente sobre Israel para, logo mais, pairar soberanas por sobre toda a Terra...

As almas se aquietaram ante a mensagem silenciosa que envolvia o Oriente...

Os sofredores sentiram que um novo alento chegava para balsamizar seus corações em brasa...

Os cegos vislumbraram uma chama que despontava além da escuridão... E os pobres desprezados ouviram, naquele amanhecer, uma canção de esperança a ecoar por todos os rincões da Terra...

O dia apenas amanhecera... E os equivocados, que se julgavam donos absolutos do poder, sentiram suas bases tremerem diante Daquele que viera investido de todos os poderes e glórias, em nome do Pai...

Os hipócritas se confundiram, e os ricos de alma pobre perceberam a fragilidade de suas posses temporárias...

Em Belém... Ele chega silencioso, puro, soberano, e fica...

Ele reúne os aflitos e os agasalha junto ao próprio peito...

Nada solicita, não exige coisa alguma... Apenas ampara.

Libertador por excelência, canta o hino da verdadeira liberdade, ensinando a destruir os grilhões da inferioridade que prende o homem às mais cruéis cadeias...

Sol de primeira grandeza, espanca com a Sua claridade as sombras dos milênios...

A suavidade da Sua voz mansa acorda as esperanças adormecidas e faz que se levantem os ideais esquecidos...

Ao forte clamor do Seu verbo erguem-se os dias, e as horas do futuro vibram, aprofundando na alma do Mundo os alicerces da Humanidade feliz do porvir...

Jesus, Rei Celeste, aceita como berço a manjedoura de uma estrebaria singela, deixando para a Humanidade a profunda lição da humildade, inaugurando um reinado diferente entre as criaturas.

Senhor do Mundo, deixa-Se confundir com a multidão esfarrapada, espalhando Seu suave perfume entre os sofredores.

Troca as glórias dos céus pelas tardes quentes de Jericó...

Deixa a companhia dos Espíritos puros para caminhar entre os miseráveis de toda sorte...

Aceita o pó das estradas e enfrenta fome e frio para acalentar os infelizes sem esperanças que se arrastavam sobre a Terra.

Abandona os esplendores da Via Láctea para pregar a Boa Nova nas madrugadas mornas de Cafarnaum...

Deixa as melodias celestes para cantar a esperança embalada pela orquestra espontânea da natureza, no cenário das primaveras e verões, entre as aldeias e o lago.

É traído, desprezado e pregado numa cruz...

Mas ressurge numa tranqüila e luminosa manhã para dizer que a Vida não cessa e reafirmar que estaria conosco para todo o sempre...

O dia apenas amanhece...

É Natal...

Que as luzes desse amanhecer se espalhem lentamente sobre seu coração, sobre o seu lar, sobre a Terra inteira...

E que o suave perfume do aniversariante penetre em sua intimidade, discreto, silencioso e aí permaneça para sempre, para que você possa sentir um Feliz Natal.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Rosa de Saron fará show em Picos proximo dia 12 de dezembro



Formada atualmente por Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria), a banda Rosa de Saron surgiu na cidade de Campinas (SP) e chega a Picos dia 12/DEZ para apresentação no mesmo dia.

Em 1994, a Rosa de Saron gravou seu primeiro álbum, “Diante da Cruz”; a partir de 1997 começou a produzir e gravar canções que despertaram interesse fora do meio religioso, e foi bastante elogiado por revistas especializadas.

Em 2005, lança “Casa dos Espelhos”, álbum cheio de novidades, belíssimos arranjos e composições, eleito em 2006 como o 3° Melhor disco de Hard Rock Nacional. Em 2007, a banda grava o CD “Acústico” que apresenta ao público um trabalho de altíssima qualidade.

Para celebrar 20 anos de carreira, a banda gravou seu primeiro DVD em abril de 2008, o “Acústico e Ao Vivo”, primeiro trabalho da banda a ser distribuído pela Som Livre, rendendo ao grupo seus primeiros DVD e CD de Ouro.

Há um ano Rosa de Saron lançou seu segundo DVD, “Horizonte Vivo Distante”, além de registrar a turnê realizada durante o ano, apresenta 5 canções inéditas e a regravação da música “Mais uma Vez”, famosa canção de Renato Russo e Flávio Venturini.

Em 2010 a banda foi indicada ao Grammy Latino e também ao 1º Prêmio da Música Digital, dois prêmios de grande repercussão no meio musical, ajudando o trabalho do Rosa de Saron se tornar ainda mais conhecido.

Rosa de Saron fará show único em Picos no próximo dia 12 de dezembro no Picoense Clube. O show está previsto para ter início às 20:00hs com abertura da banda Nova Unção, de Juazeiro do Norte-Ceará.

Adquira seu ingresso, último lote, nos pontos de venda: Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, Praça Félix Pacheco, Revenda TIM, Cacau Show Paróquia São Francisco de Assis, no bairro Junco. Os ingressos do último lote estão sendo vendidos a R$ 20,00. Para maiores informações: 89 9911-2641, Tiago Marques.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Banda

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mudar é preciso.


A palavra “mudança” faz parte do calendário do tempo do Advento. Mudar do pior para o melhor, das práticas de morte para aquelas de vida. Este é o sentido verdadeiro do Natal, para o qual estamos caminhando, revigorando forças no perdão de Deus.

O itinerário leva em conta uma vida melhor, que depende de humildade, de testemunho pessoal como grandeza evangélica e de reconhecimento da bondade do Senhor da vida. Jesus nasce no Natal fazendo-se carne para resgatar a humanidade da morte.

Deus não quer a perdição de ninguém, mas diz que “mudar é preciso”. Não quer que estejamos mergulhados no mal. Por isto, o Natal pode transformar-se em tempo de salvação, de enraizamento na vida de Deus e de felicidade verdadeira.

A maior mudança é confirmada com o encorajamento, a renovação da confiança no amor de Deus. Isto ocasiona compromisso sério com o bem e a vida digna. É muito mais do que um Natal apenas de muitas festividades.

O Advento é um tempo de bênção para quem o vivencia. Ele pode nos encaminhar para novos horizontes, ajudar-nos a superar grandes barreiras e dificuldades, porque o Senhor vem ao encontro das pessoas, como o pastor que vai em busca das ovelhas.
Nascendo em Belém de Judá, Jesus resgata vidas ameaçadas e cuida das pessoas enfraquecidas e indefesas, porque sua vida significa vida do povo. A libertação é para todos, é um Natal sem fronteiras, não só como momento histórico, mas como vida nova.

O nascimento de Jesus dá início a uma nova criação, a um coração e espírito novos e a presença do motivador da paz. Isto exige que celebremos o Natal de forma coerente com a fé cristã. No Menino do Natal a vida toma sentido na história humana.

Celebrar festas natalinas supõe fidelidade aos princípios da fé cristã e de confiar nos planos de Deus. Ele não quer a perdição de ninguém, mas mudança, chegando ao conhecimento da verdade, que é Ele mesmo. Isto supõe viver na santidade e justiça em busca do bem de todos.

Colaboração, Dom Paulo Mendes Peixoto (Bispo de São José do Rio Preto – SP)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dois anos sem Emídio Nonato



Talvez poucas pessoas se lembrem, mas hoje 30 de novembro, está completando dois anos da morte de um dos maiores comunicadores da radiofonia florianense. Nessa data em 2009, uma forte ventania com uma chuva também forte, dia em que parte da cobertura do Ginásio Coberto Defala Attem veio abaixo, deixa a família e milhares de amigos na cidade de Floriano, o amigo Emídio Nonato.

Por muitos anos Emídio Nonato, promoveu a alegria de muitas famílias locais, e ainda, informou os fatos e acontecimentos por meio das ondas sonoras das rádios Irapuá (hoje Santa Clara) e Difusora.

O velho e saudoso amigo Emídio Nonato faleceu no fim da tarde e enquanto teve seu corpo velado por familiares, amigos e populares na residência da família, parte da cidade estava calada, situação que continua até hoje, pois sua vaga no horário das 5:00h as 8:00h da manhã de segunda a sábado, nunca será preenchida. Hoje algumas pessoas visitaram o túmulo do homem que liderou a audiência no horário acima citado por cerca de duas décadas.

Fonte:piauinoticias.com

sábado, 26 de novembro de 2011

Tempo de Advento.


Neste domingo, dia 27 de novembro começamos a vivenciar o tempo litúrgico do advento, que é tempo de esperança, confiança e conversão. É o tempo que aponta para as três vindas de Cristo: a do passado, sua vinda histórica; – a do presente: Cristo atuante no povo que celebra a eucaristia e pratica a caridade; – a do futuro: Cristo aparecendo em sua glória. É o mesmo acontecimento: ontem histórico e visível; hoje sacramento e realidade oculta; amanhã manifestação gloriosa.

O advento nos chama a levantar a cabeça, a olhar para o horizonte, enxugar as lágrimas e a viver a novidade que virá, e que nos convida a partilhar o pão e o coração, a superar o ódio e a vingança, a não querer destruir o difícil e o diferente, o louco, o pobre e o importuno. A vinda de Cristo vem no inesperado, no empobrecido e no evitado, em quem Deus faz sua morada.

Para que a vinda de Cristo não nos surpreenda, a exemplo do que aconteceu com as jovens imprudentes da parábola de Jesus (Mt 25,1-13) precisamos colocar azeite em nossas lâmpadas. Esperar com alegria e discernimento, vigilância e cuidado, lendo os sinais dos tempos, percebendo os vestígios de esperança que tornam a vida mais humana. Revestir-nos da atitude de espera e não de entorpecimento; espera criativa e amorosa, que aplaina os caminhos, superando a injustiça, a impostura e a corrupção que fabricam o desalento e deixam o povo sem perspectiva.

O Advento nos convida à conversão e a mudar a nossa maneira de pensar, agir e sentir, preparando-nos para celebrar o Natal com coerência, acolhendo o Deus feito homem, a luz que veio a esse mundo e que muitos não quiseram receber. Precisamos colocar-nos a caminho em ação, pois Cristo virá somente para aqueles que lhe prepararam um tempo e um lugar em suas casas, na comunidade e na sociedade.

Os caminhos de conversão que temos a apontar para o período do Advento são os grupos de oração, as celebrações da palavra, da penitência e da eucaristia, os gestos de partilha com os mais necessitados e a generosidade com a coleta da evangelização.

Não deixemos que os enfeites sem conteúdo, e que só levam ao consumo, nos levem a ignorar os marginalizados da sociedade, que foram os primeiros a quem foi anunciada a boa notícia da entrada de Jesus na história da humanidade.

A todos desejo um tempo de Advento de muita graça e bênção. Que os caminhos e as ações que vamos trilhar e realizar nos levem verdadeiramente ao Natal do Senhor.

Quem se prepara bem celebra bem. Abençoado Advento a todos!

Colaboração, Por Dom Canísio Klaus (Bispo de Santa Cruz do Sul – RS).

sábado, 19 de novembro de 2011

Igreja celebra, no próximo dia 20, o Dia do Cristão Leigo


No próximo domingo, dia 20 de novembro, a Igreja do Brasil celebra a festa de Cristo Rei, e na mesma ocasião é comemorado o Dia do Cristão Leigo. A data fecha o ciclo do ano litúrgico e toda a comunidade é chamada a refletir, antes de começado o tempo do Advento e a preparação para o Natal, sobre a identidade e missão desses homens e mulheres, cristãos leigos, que formam a imensa parcela do Povo de Deus.

Na abertura da V Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida (SP), em 2007, o papa Bento XVI convocou os leigos a assumirem a sua missão com “audácia e entusiasmo”. Segundo o papa, os leigos “devem sentir-se co-responsáveis na construção da sociedade segundo os critérios do Evangelho, em comunhão com os seus pastores”. Bento XVI deu ainda um recado para a Igreja: “Promover um laicato amadurecido, responsável com a missão de anunciar e fazer visível o Reino do Senhor”.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Severino Clasen, os leigos são protagonistas da Igreja e são convidados a promover os valores do Evangelho. “Os leigos são convidados a promover a paz, a justiça e a fraternidade, para mobilizar e transformar o mundo num sinal do Reino de Deus”.

“Nós, cristãos leigos e leigos somos homens e mulheres do mundo no coração da Igreja, e homens e mulheres da Igreja no coração do mundo”, disse o presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Laudelino Augusto Azevedo, que completou afirmando: “Atuamos nas comunidades, nas Pastorais, nos movimentos, nas novas comunidades, nas periferias, nos centros urbanos, no mundo, exercendo nossas vocações e missões. Por isso, em nosso dia, louvo a Deus por tantos e tantas que fazem da Igreja um espaço de comunhão”, destacou.

O assessor da Comissão para o Laicato, Geraldo Aguiar, destaca a data como “marcante” e definidora de um momento de reflexão sobre o momento do leigo na Igreja.
A vice-presidente do CNLB, Marilza Lopes Schuina, falou sobre a escolha da data para a comemoração do Dia do Leigo no Brasil. “o Dia Nacional do Leigo e da Leiga é celebrado na festa de Cristo Rei desde a década de 90, com o intuito de recuperar a memória e a importância da Ação Católica para a Igreja e o laicato brasileiro. A data nos faz lembrar a nossa condição de Profeta-Sacerdote-Rei, incorporada a Cristo pelo Batismo, pelo qual somos parte do mistério de amor que é a relação de Deus com sua Igreja. Celebrando o Dia do Leigo, rezamos pela vocação laical, muitas vezes esquecida, pois a tendência que temos é de acreditar que vocacionados são os sacerdotes, as freiras.

Marilza destaca o desafio permanente que o leigo enfrenta no cotidiano “Ser leigo e leiga é um desafio permanente. E como nos diz nosso companheiro Carlos Signorelli, é um desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo? Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá. Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas, onde quer que se viva, trabalhe, reze, divirta-se. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado”, completou.

Fonte: CNBB

domingo, 6 de novembro de 2011

Autoridade pública mundial


Merece atenção a nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz, órgão importante a serviço da missão do Santo Padre Bento XVI, sobre a Reforma do Sistema Financeiro e Monetário Internacional. A nota aponta caminhos novos para a efetiva saída da crise mundial que está, de maneira preocupante, pesando sobre os ombros de tantos. Entre as considerações, o documento propõe a criação de uma autoridade pública com competência universal.

As razões são evidentes. Há uma urgência de se instituir políticas e organismos capazes de ações eficazes e representativas, em nível mundial, para garantir o desenvolvimento autenticamente humano de todos os países. Diante desta necessidade, a Igreja é consciente de seu papel. Alerta sobre a gravidade das concessões de natureza ética que geram comprometimentos sérios no quadro de uma economia mundial sempre mais dominada pelo utilitarismo e pelo materialismo. A Igreja tem, pois, a tarefa, como compromisso de sua missão, de intervir e falar da questão social. Neste âmbito a Igreja é chamada em razão de sua própria competência ética e religiosa.

A dimensão técnica própria da crise mundial não é, em si, o que motiva a Igreja a entrar na questão, embora esteja consciente de seu alcance e a acompanhe. Obviamente que o enfrentamento da crise mundial não é apenas uma questão técnica. Pela complexidade do assunto exige-se um conjunto de saberes. Inclusive, o saber teológico moral que tem luz própria indispensável no tratamento da crise econômica. A inspiração cristã tem uma contribuição singular a oferecer na configuração de um novo quadro ético-cultural, para construção de novas práticas no campo econômico e financeiro.

A proposta feita na nota do Sumo Pontífice é consciente indicação de uma via alternativa. Proposta que nasce do coração e do magistério dos Papas. Bento XVI sugere que a globalização seja governada mediante a constituição de uma autoridade pública com competência universal. É importante lembrar que o Papa João XXIII, na sua Carta Encíclica, Pacem in Terris, nº 70, vislumbrou a atual globalização como progressiva unificação do mundo. Nessa previsão, já advertia sobre a necessidade de um poder político para tratar adequadamente as múltiplas e alargadas necessidades da humanidade. O Papa João XXIII almejou a constituição de uma autoridade pública mundial capaz de articular e fazer valer o diálogo indispensável para se levar em conta o bem de todos, sem naturalmente desrespeitar as legítimas soberanias.

Essa autoridade é entendida como a guardiã do bem comum, capaz de evitar a exploração do fraco pelo forte, de considerar o primado do direito da pessoa e favorecer o desenvolvimento integral de toda humanidade, entendida como comunidade de nações. Nessa direção, o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Cáritas in veritate, nº 21, sublinha a complexidade e gravidade da situação econômica, carente tanto de reformas técnicas mais radicais, quanto de uma profunda renovação cultural com a redescoberta de valores básicos para a construção de um futuro melhor. A solução da crise, portanto, requer um passo novo e corajoso. Demanda a lucidez de lideranças que têm a clarividência advinda de uma compreensão iluminada por uma ética da fraternidade e da solidariedade.

O documento do Papa alerta para a importância de uma urgente reforma das atuais instituições internacionais, com as exigências de serem mais democráticas, fidedignas e críveis. Significa dizer que é urgente a constituição dessa autoridade pública mundial, a partir de acordos partilhados por todos os países, com força representativa, maior participação, mais legitimidade e envolvimento significativo da sociedade política e civil. O caráter dessa autoridade é servir ao bem de todos, a partir de uma liderança eficaz. Uma instituição capaz de oferecer aos países a oportunidade de manifestar necessidades particulares e buscar o próprio bem, respeitando sempre o bem comum mundial.

A proposta do Papa Bento XVI guarda a convicção de que só assim as instituições internacionais conseguirão favorecer a existência de sistemas monetários e financeiros capazes de garantir o progresso social de todos. A constituição de uma autoridade pública mundial, com a missão de salvaguardar o bem comum universal da família humana, requer o percurso de etapas próprias que revolucionam o quadro atual. A crise exige transformações radicais. Por isso mesmo, são urgentes os estudos e os passos para as mudanças.

Colaboração, Dom Walmor Oliveira de Azevedo (Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte - MG).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dioceses do Piauí comemoram 25 anos da Pastoral da Criança no estado


Implantada há 25 anos no estado do Piauí, a Pastoral da Criança celebrou neste sábado, 29, o seu Jubileu de Prata no Regional Nordeste 4 da CNBB (Piauí), reunindo cerca de 600 coordenadores e líderes da região sul em Picos, com a presença das dioceses de Oeiras, Floriano, Bom Jesus e São Raimundo Nonato. A comemoração com a região norte aconteceu no domingo, dia 30.

Para comemorar esta data, Picos recebeu a visita da coordenando Pastoral da Criança Nacional, irmã Vera Lúcia Altoé, que desde 2007 está a frente da Pastoral. As atividades tiveram início com uma coletiva de imprensa, com a participação do bispo de Picos, dom Plínio José Luz da Silva, da Coordenadora Estadual, Jeane Nascimento, e Coordenadoras Diocesanas, que na oportunidade fizeram um levantamento sobre o número de crianças, gestantes e famílias acompanhadas pelos líderes.

No Piauí, a Pastoral está presente em todas as dioceses, atua em mais de 137 municípios, 1.203 comunidades fazendo o acompanhamento de 41.148 crianças e mais de 35 mil gestantes. Na diocese de Picos, a Pastoral está presente em 22 municípios, 203 comunidades, com o acompanhamento de 4.983 crianças, 457 gestantes somando um total 4.171 famílias, a partir do trabalho generoso de 778 líderes e apoios voluntários.

Durante a coletiva de imprensa a Ir. Vera Lúcia Altoé destacou que no Brasil a Pastoral da Criança acompanha aproximada 1 milhão e 600 mil crianças todos os meses, contando com 260 mil líderes, está presente em 3.985 municípios em todo país, e mais de 40 mil comunidades. A coordenadora acrescenta que a maior dificuldade ainda é encontrar pessoas voluntárias para atender às crianças carentes.

“A Pastoral da Criança está presente, além do Brasil, em mais 20 países e para nossa ação de graças, no mês de março vamos implantar a pastoral em Porto Príncipe, Haiti, onde Zilda Arns, fundadora da Pastoral, faleceu. Em nossos encontros nós sempre fazemos menção a ela, e digo sempre para os nossos líderes quando estão com dificuldades, invoquem também a doutora Zilda, eu tenho certeza que daqui a uns tempos ela será também a beata Zilda Arns da Pastoral da Criança”, disse.

A Coordenadora Nacional afirmou que se tratando de mortalidade infantil e desnutrição o Brasil está em um nível equilibrado, no entanto, as mortes que ainda acontecem mediante a ausência de políticas públicas acessíveis às classes menos favorecidas da sociedade. “Outro denominador que temos observado é a questão da obesidade entre as nossas crianças, que passam muito tempo diante de uma televisão sem fazer nenhum exercício”, acrescenta.

Após a coletiva todos participaram da missa presidida por dom Plínio José, e concelebrada pelo padre Cláudio Moreno, administrador diocesano de São Raimundo, entre vários outros padres de outras dioceses. Durante a homilia, dom Plínio lembrou que o Piauí está celebrando a vida de seu povo e de suas crianças, pois a “Pastoral da Criança tem mudado a realidade do estado”.

Após missa, os participantes assistiram a diversas apresentações artísticas, um grupo de crianças do Instituto Monsenhor Hipólito homenageou Zilda Arns, o Balé da Casa de Cultura homenageou o povo piauiense, a dupla de palhaços Farelinho e Misturinha, juntamente com o Teatro dos Agentes comunitários fizeram uma apresentação sobre a importância do líder, a diocese de Oeiras apresentou uma paródia, encerrando com a dança Leseira, apresentada por líderes de uma comunidade quilombola da Paróquia de Santa Cruz.

Fonte:CNBB

sábado, 22 de outubro de 2011

Vida moral na sociedade.


A quantidade e complexidade de leis que regem a sociedade brasileira podem ser indicativas do desejo e procura da moralidade.
Um valor que precisa e deve ser edificado no recôndito da consciência moral de cada pessoa.

A sociedade se sustenta também da vida moral de seus cidadãos. E as raízes dessa vida estão na subjetividade de cada pessoa. Esse núcleo recôndito da personalidade de cada um tem força determinante nos rumos da sociedade. Vale a lembrança, segundo narra o evangelista Mateus no capítulo 23, daquela advertência que Jesus Mestre faz aos seus discípulos referindo-se aos escribas e fariseus.

Jesus disse: “Os escribas e fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem fazei e observai, mas não imiteis suas ações. Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo.”

Falar não basta. Legislar não é suficiente. É indispensável cultivar uma ilibada vida moral, não só em função de méritos pessoais, mas como contribuição decisiva e determinante nos rumos da sociedade. No mistério e na dignidade de toda pessoa humana está uma fonte indispensável para se alcançar equilíbrio na sociedade e na configuração de sua cultura, marcada pelo sentido de respeito à vida e a convicção sobre o que a cidadania exige de cada um.

A cidadania não é uma opção como a que se faz por um time esportivo, que se pode renunciar, trocar, nutrir revoltas ou localizar-se na indiferença. A cidadania depende visceralmente da condição moral de cada sujeito. Seu comprometimento é pela vida na sociedade. Ora, a pessoa não pode ser entendida de maneira redutiva, unicamente como uma individualidade, edificada por si mesma ou sobre si mesma.

Também não pode ser entendida apenas como um papel funcional dentro de um sistema. Cada pessoa está integrada numa teia de relações. Estas relações não são uma simples e maquinal inserção no conjunto material, embora sejam luar de sua realização e da sua liberdade. Há, pois, uma característica de toda pessoa que é sua abertura à transcendência. Trata-se de uma abertura ao infinito e a todos os seres criados. É uma abertura a Deus e aos outros.

Associado a este entendimento está a dimensão única de cada pessoa. Esta singularidade remete ao seu núcleo constitutivo central, sua subjetividade, como centro de consciência e de liberdade. Esta singularidade pressupõe de todas as instituições um irrestrito respeito. E também um compromisso de ordem moral com a nucleação de princípios e valores que definem sua vida moral.

Cada pessoa pode configurar sua cidadania, nos balizamentos próprios de sua cultura e de seu contexto social e político, contribuindo com uma vida moral sustentadora da indispensável sociabilidade humana. Ao se compreender a pessoa como um ser social está se referindo à sua subjetividade relacional. Isso significa dizer que a consciência é iluminada pela compreensão que abarca a vivência de um ser livre e responsável, capaz de reconhecer e praticar a necessidade de integrar-se e colaborar com os próprios semelhantes. Isto é, tem uma vida moral que o capacita para a comunhão com os outros na ordem do conhecimento e do amor.

O Catecismo da Igreja Católica define esta sociedade como “um conjunto de pessoas ligadas de maneira orgânica por um princípio de unidade que ultrapassa cada uma delas. Assembléia ao mesmo tempo visível e espiritual, uma sociedade que perdura no tempo; ela recolhe o passado e prepara o futuro.”

A vida comunitária se torna, então, uma característica própria na formação da sociedade. O agir social não é uma arbitrariedade ou a simples satisfação impulsiva dos próprios desejos, gerando manipulações ou cegando para o sentido de respeito e apreço pela dignidade do outro. Chamada à vida social, a pessoa humana constitui a sua cidadania nos alicerces da sua vida moral. Comprometida, a vida moral conseqüentemente compromete a cidadania. São inevitáveis os prejuízos danosos para a sociedade. Sem investimento e cultivo da vida moral, a sociedade claudica.

É verdade que a sociabilidade humana indispensável para a construção de uma sociedade justa e solidária não desemboca, por si só, na comunhão das pessoas. Isto quando a vida moral está envenenada pela soberba, egoísmo, pelos fechamentos individualistas e a nefasta opressão do outro. A vida moral de cada cidadão dá à sociedade um rumo adequado, com mais justiça e solidariedade.

Colaboração, Dom Walmor Oliveira de Azevedo (Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte – MG)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A mãe das crianças do Brasil


No dia 12 de outubro celebramos a festa de Nossa Senhora Aparecida, a mãe do povo brasileiro. E como todas as mães, Nossa Senhora tem carinho especial para com seus filhos menores e mais frágeis, que são as crianças. É por isso que a coincidência de datas (dia de Nossa Senhora Aparecida e dia das Crianças) nos leva a dizer que Nossa Senhora Aparecida é a mãe das crianças do Brasil.

Costuma-se dizer que um país que não cuida das suas crianças e dos seus adolescentes está fadado a ter um futuro nada promissor. O mesmo podemos dizer das comunidades cristãs que não zelam pelas suas crianças e pelos seus adolescentes. Elas estão fadadas a desaparecer num futuro não muito distante.

Cuidar das crianças e dos adolescentes como comunidade cristã, pode significar a necessidade de criar ambiente próprio para as crianças nas celebrações. Pode significar a organização da Pastoral da Criança e da Pastoral do Menor. Pode significar a dinamização da Pastoral dos Coroinhas, a qualificação da catequese e a dinamização das celebrações. Cuidar das crianças pode implicar no desenvolvimento de ações com as mães gestantes e com os jovens que se preparam para o casamento.

O exemplo de mãe para os cristãos é Maria, a mãe de Jesus. Entre os inúmeros títulos com os quais ela é invocada, o povo brasileiro a venera como Nossa Senhora Aparecida. A origem da devoção vem do ano de 1717, quando dois pescadores tiraram a imagem enegrecida das águas do rio Paraíba.

No encerramento do Congresso Mariano de 1929, de posse da imagem tirada do rio, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil, com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em 1931, na presença do presidente Getúlio Vargas, ela foi aclamada como “Rainha e Padroeira do Brasil”. Em 1980, pela Lei nº 6.802, foi decretado feriado nacional no dia 12 de outubro. No mesmo ato, Nossa Senhora Aparecida foi reconhecida oficialmente como padroeira dos católicos do Brasil.

Que a Mãe Aparecida olhe com carinho para o povo brasileiro. Que ela inspire os governantes a promoverem a paz e a justiça social. Ajude os pais a educarem seus filhos nos valores do Evangelho. Ilumine a Igreja a promover ações de solidariedade e a se transformar em “casa e lugar de comunhão”. E que acima de tudo, a Mãe de Aparecida ampare as crianças do Brasil, para que elas possam “crescer em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”, a exemplo do seu Filho Jesus de Nazaré.

Colaboração, Dom Canísio Klaus (Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul).

sábado, 24 de setembro de 2011

O Menino que queria ser televisão.


A professora de ensino religioso pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles. Ao fim da tarde, quando corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada.

O marido, que, nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou-lhe:
- "O que é que aconteceu?" Ela respondeu:

- "Lê isto." Era a redação de um aluno.

- "Senhor, esta noite peço-te algo especial: Transforma-me numa televisão.
Quero ocupar o lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando falo...

Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda que os meus irmãos discutam para ver quem fica ao pé de mim.

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.
-Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisão."

Naquele momento, o marido dela disse:

- "Meu Deus, coitado desse miúdo! Que descuido desses pais..."!
E ela olhou-o e respondeu:

- "Esta redação é do nosso filho".

Para você parar e refletir...

Onde se encontra o tão sagrado espaço para o encontro no seio familiar?
Onde se encontram os diálogos tão fundamentais entre a família?
Antigamente era à refeição que se convivia e se colocavam os assuntos do dia. Hoje pouco se vê uma família reunida. Ninguém senta mais junto à mesa, não se fazem passeios ou se vai à missa em família...
Cuidado! Por muito bom e útil que sejam as tecnologias, nada nem ninguém pode substituir o amor na família.

Como está o diálogo em sua casa com sua família? Quais são as suas prioridades? A sua família ou a novela?
Investir na unidade da família e na educação cristã dos filhos é investir num futuro feliz.

Pense nisso!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Festival de musica Católica


A Paróquia de Nossa Senhora das Graças realizará o 2º festival de musica Católica com o intuito de apoiar culturalmente os cantores amadores, bandas, grupos municipais e regionais como também promover entretenimento, lazer evangelização e diversão.

Participe.

Leia o regulamento abaixo e inscreva-se na sua Paróquia.

Regulamento festival de musica Católica

1) Inscrições:

• As inscrições estarão abertas a partir do dia 01/09/2011, até o dia 30 / 09/2011;
• As inscrições poderão ser realizadas nas secretarias das Paróquias de Nossa Senhora das Graças, Santa Cruz, São Pedro de Alcântara, Senhora Sant’Ana,Paróquia de São Raimundo Nonato e Nossa Senhora das Mercês, das 08:00 às 17:00 h; Poderão também ser enviadas para o email:conversa-comdeus@hotmail.com
• Para inscrever-se o candidato deverá ter no mínimo 14 (catorze) anos;
• Apenas cantores amadores poderão concorrer.
• Poderão concorrer cantores da cidade de Floriano e região.

2) Candidatos:

• Poderão concorrer cantores, duplas, bandas, trios e grupos;
• Os candidatos deverão apresentar-se com acompanhamento musical, play-back ou instrumento próprio;
• Ficará a critério e responsabilidade dos candidatos o método de apresentação.

3) Apresentação:

• O Concurso será realizado no dia 01 /10/2011.
• Será sorteada a Ordem de apresentação dos candidatos antes da apresentação;
• O tema musical será o RELIGIOSO CATÓLICO, portanto a escolha da musica deve ser baseada no tema proposto.

4) Julgamento:

• Os candidatos serão avaliados por uma comissão de 4 jurados;
• Serão finalistas 3 candidatos, sendo eles 1º, 2° e 3° colocados;

5) Premiação:

• Todos os candidatos inscritos terão direito à participação e serão votados pela mesa julgadora;
• O 1º, 2º e 3º colocado receberão troféu de participação e premiação como segue:

• 1º colocado: R$ 150,00
• 2º colocado: R$ 100,00
• 3º colocado: R$ 50,00

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia do radialista.


Comemora-se hoje, dia 21 de setembro, aqui no Brasil, o dia do radialista.
Que seria de nós sem aquela voz, que nos transmite tantas emoções: ora nos faz rir, ora nos faz chorar.

É aquela voz que nos acorda e prepara para um novo dia, é a voz que nos adormece e faz sonhar.

Em reconhecimento de tão exímio dom, transcrevemos essa linda poesia, em HOMENAGEM AO DIA DO RADIALISTA.

Uma voz que informa,
Um som que alegra e alenta,
A interpretação que nos faz pensar,
Sonhar, sorrir e até chorar.

Fala para um microfone, muitas vezes, olhando para o nada
E imagina-se falando à uma multidão invisível.
E é assim mesmo!

Mistério no ar...
Como será o rosto da voz que se ouve?

Quem é o dono dessa voz que comunica,
Que tem o dom de entreter,
De nos fazer esquecer das lutas diárias
Ou de nos lembrar compromissos e horas?

Quem está falando ai dentro desta caixinha mágica que ganhou tantas formas e poder ao longo das décadas?
Que roupa estará usando?

Mistérios... mistérios.

Notícias, cultura, humor, dramas, fé, história.
Já se ouviu de tudo através do rádio.

E o melhor dessa profissão e dessa história de sons e Palavras é justamente a possibilidade de se imaginar.

Parabéns a todos os colegas radialistas.

Colaboração, Milton Duarte e Webber Ribeiro

domingo, 11 de setembro de 2011

Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido.


Essa é a condição sem a qual não seremos perdoados por Deus. Temos de dar um jeito de controlar a nossa mágoa, o nosso rancor, os quais nos fala alto às vezes, nos chamando de bobos, de molengas, se perdoarmos aquela pessoa que quase diariamente nos ofende, nos maltrata, nos trás tanto desgosto.

É! Realmente não é fácil perdoar certas pessoas que constantemente nos judia, com tanta estupidez. Porém, depois que a raiva passa, depois de um tempo, a nossa mente vai se clareando como o que acontece na dissipação de um nevoeiro, e a gente então consegue perdoar. Porém, minutos após a ofensa, não tem condições. Porque estamos machucados, magoados demais.

Perdoar caríssimos, é superar os limites da tristeza, das mágoas, dos rancores e do ódio É buscar com o amor de Deus, a reconciliação. Assistimos a várias cenas de conflitos pela TV, mas também, exemplos de reconciliação. É pai e mãe perdoando o algoz de seu filho assassinado e ou espancado. É aquele que se encontra ainda hospitalizado perdoando o seu agressor. Isto é o sinal do amor de Deus que enche os corações para a superação destes conflitos.

Perdoar é desarmar o seu irmão, concedendo-lhe o benefício do arrependimento.

Nas nossas relações com o cônjuge, com os filhos, com os pais, com os colegas de trabalho, no meio da comunidade que atuamos, temos por obrigação ter o PERDÃO como cerne nestas intra-relações, pois caso contrário seria o desastre total, a destruição das relações, seriam vidas em conflitos, guerras, amarguras, rancores e ódio.

Contudo, junto do PERDÃO estão a harmonia, o amor, a paz e a união. O amor de Deus que nos perdoa que enche a taça até a boca e a transborda por nós.

Jesus na cruz pediu ao Pai, o perdão por nós: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Se por Adão o pecado veio ao mundo, por Jesus veio a redenção e o perdão dos nossos pecados.

Hoje estamos recordando uma das datas mais tristes da humanidade: O fatídico 11 de Setembro em Nova Iorque – Dia em que o orgulho, o rancor e ódio deram vazão na sua forma mais primitiva entre homens e nações, o assassinato de milhares de pessoas inocentes com transmissão ao vivo desta carnificina, um horror jamais visto.

A partir daí iniciou-se uma guerra ao terror, chamada por alguns radicais de Guerra Santa. Houve conflito armado no Irã, Iraque e Afeganistão contra as forças americanas e da ONU, com muito derramamento de sangue e perda de centena de milhares de vidas e mutilações diversas, gerando mais dor e tristeza a toda humanidade.

Lembre-se que o amor e a reconciliação emergem das sagradas escrituras e não podem ser motivos de agressões e mortes entre irmãos, afinal somos filhos do mesmo Deus e único Pai. Então reflitamos:

Qual é a minha atitude para com a comunidade que sirvo?

Eu amo os outros e vivo aberto àqueles que não gostam de mim?

Sou uma ponte de reconciliação ou uma muralha que não quer enxergar o meu irmão?

Assim, somos cada um de nós, pecadores e dependentes do perdão divino, mas ignorantes no perdão do irmão.

sábado, 3 de setembro de 2011

SOS África: coleta nacional será neste domingo!


Os países do Continente Africano que pertencem ao chamado “Chifre da África” (Somália, Uganda, Etiópia, Quênia, Djibuti e Eritréia) pedem ajuda, e para isso, a Igreja no Brasil fará hoje, domingo, uma coleta nacional destinada à esses países.

A data escolhida para a coleta, segundo mensagem divulgada pela Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Presidente da Cáritas Brasileira, surge no contexto da Semana da Pátria, e faz parte da campanha intitulada SOS África, lançada pela CNBB e Cáritas.

Segundo o presidente da Cáritas, dom Luiz Demétrio Valentini, as doações não se encerram no domingo, dia 4, podendo ser feitas ao longo dos dias, de acordo com a realidade de cada região, paróquia ou diocese do país.

Para a CNBB, o povo brasileiro tem uma ligação muito próxima com os povos africanos, por conta da colonização e dos laços históricos. “Temos uma grande dívida histórica com o Continente Africano, com o qual mais da metade da população brasileira se sente ligada por laços de identidade racial”, destaca a nota.
“Por isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através da Cáritas Brasileira, está agora lançando essa campanha urgente, para que organize antes uma coleta nacional, cujos recursos serão enviados de imediato para a Cáritas Internacional, para socorro de tantas pessoas que estão confinando em nossa solidariedade”, diz um trecho da mensagem.

A situação dos países do Chifre da África é urgente por conta da falta de chuvas, que há dois anos não cai na região, e por conta de tensão política entre Etiópia e Eritréia, que dificultam a ação humanitária em seus territórios.

Doações

As doações, em qualquer valor, podem ser feitas nas seguintes contas:

Banco do Brasil: AG. 3475-4, C/C 26.116-5
Caixa Econômica Federal: AG. 1041, OP. 003, C/C 1751-6

Banco Bradesco: AG. 0606-8, C/C 187587-6
para DOC e TED o CNPJ é: 33.654.419/0001-16

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ENCONTRO VOCACIONAL


Mês Vocacional - Já assumiu pra valer a sua vocação? Qual o seu ideal de vida? O que você quer SER? O que você quer FAZER? O que você quer TER?

ADOLESCENTES E JOVENS, DE FLORIANO E REGIÃO, VENHAM PARTILHAR OS SEUS SONHOS E IDEAIS, NO ENCONTRO DE DESPERTAR VOCACIONAL.

SÁBADO, DIA 27 DE AGOSTO, ÀS 08H, NO EDUCANDÁRIO SANTA JOANA D'ARC, EM FLORIANO PI.

CONHECER NÃO TE COMPROMETE - MAS ACERTAR TE REALIZA!!!

ENTRE EM CONTATO CONOSCO E PARTICIPE:

frerivelton@yahoo.com.br

(89) 9974 5008 / 9404 6110

Educandário Santa Joana D'arc: (89) 3522 1335 / (89) 9921 7007

domingo, 21 de agosto de 2011

AVISO IMPORTANTE


Atenção aos párocos, administradores, vigários paroquiais e secretários e secretárias paroquiais; Nestas últimas semanas algumas paróquias foram surpreendidas com COBRANÇAS de supostas assinaturas vencidas dos folhetos O DOMINGO e LITURGIA DIÁRIA da Paulus, acompanhada de graves ameaças. É um GOLPE. Qualquer dúvida ligue para a Paulus diretamente pelo 0800 16 40 11. A PAULUS e nenhuma outra Editora trabalha desta forma. Caso alguma paróquia tenha sido alvo deste golpe, recomenda-se fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) na delegacia mais próxima, para ajudar as autoridade competentes a localizar tal quadrilha. (Fr Erivelton - Administração do Site: http://www.diocesedefloriano.org.br)

Vocação religiosa


Neste terceiro domingo do mês de agosto, nós lembramos a vocação religiosa, isto é, a vocação daqueles e daquelas que se consagraram, através dos votos religiosos, a viver em comunidade, uma total consagração ao Senhor, segundo o carisma da respectiva Ordem ou Congregação Religiosa.

Por uma coincidência, no Brasil, a liturgia celebra neste terceiro domingo de agosto a Solenidade da Assunção de Maria, que em outros países continua sendo celebrada no feriado do dia 15 de agosto. Então, a nossa reflexão sobre a vocação religiosa se situa dentro de uma celebração mariana, que comemora precisamente o dogma mais recente da Igreja, proclamado em 1950, pelo Papa Pio XII, no qual ensina que Maria, a Mãe de Jesus, só pode estar com o seu Filho amado, já na glória do céu, em corpo glorioso.

Na verdade, podemos dizer que foi Maria a primeira a viver os votos religiosos, já que ela de fato tinha pensado num casamento josefino, isto é, “sem coabitarem”, como diz o Evangelho, sem a convivência conjugal, um verdadeiro voto de castidade. Ela de fato se tornou mãe, a partir da intervenção direta de Deus, que a escolheu para ser a mãe do Salvador, que viria ao mundo precisamente, para superar o abismo aberto pelo pecado e que se tornou a ponte que une a humanidade com Deus.

Maria, esta mulher extraordinária, instrumento indispensável para a vinda do Salvador do mundo, aparece na primeira leitura deste domingo como “o grande sinal que apareceu no céu: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo de seus pés” (Apoc 12, 1).

De forma análoga, podemos dizer que os religiosos que, de fato vivem a sua consagração a Deus, com alegria e disponibilidade para a causa do Reino, são realmente um sinal na terra, que aponta para o infinito e para o transcendente.

Nós vivemos num mundo de consumo e de competição, onde vale o que se tem e o que se consegue aparentar, onde o próprio ser humano se torna objeto de conquista e de ostentação, falar em “voto de pobreza, castidade e obediência” é realmente fazer referência a uma realidade que aponta para a outra vida.
O nosso mundo não tem condições de compreender a alegria e a realização de uma mulher que está no convento e vive atrás de grades, por livre e espontânea vontade, unicamente para agradar ao Senhor, o noivo permanente de suas vidas e poder rezar pela Igreja e por sua obra de santificação no mundo inteiro.

O nosso mundo não consegue compreender um jovem que, aos vinte e poucos anos, faz a oferta de si mesmo à causa do Senhor, vivendo dentro de um Instituto Religioso, onde ele vai poder ser útil à Igreja e à causa da evangelização. Mais tarde, poderá ser ordenado sacerdote, e ser enviado a um país distante, onde trabalhará pelo Reino de Deus, enquanto os seus superiores assim o determinarem.
O nosso mundo tem dificuldades em compreender que uma pessoa estude quase vinte anos, para ser um profissional competente, nas mais diferentes áreas do ensino ou da pesquisa, para depois não ter carteira assinada, não ter seus próprios lucros ou ganhos, não ter sua própria poupança e economia. O voto de pobreza o faz dependente e submisso, não tendo nada pessoalmente, mas tudo está em nome da Ordem ou Congregação.

Graças a Deus, temos muitas vocações religiosas. Especialmente os novos Institutos, fundados no século XX, estão tendo muitas vocações, suas casas e seminários repletos de candidatos à vida religiosa. Rezemos para que todos eles sejam muito felizes.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Convite para 2ª Conferencia Municipal de Políticas Publicas de Juventude.


A Secretaria Municipal de Governo através do Departamento da Juventude – COMUJ realizarão nos dias 19 e 20 de agosto de 2011, a 2ª Conferencia Municipal de Políticas Publicas de Juventude com o tema: “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos”, no auditório da Universidade Estadual do Piauí, envolvendo jovens, representantes de entidades, grupos de juventude e setores organizados da sociedade que atuam diretamente com a juventude Florianense.
PROGRAMAÇÃO:
Dia 19 de agosto (sexta-feira)
Horário: 18h – Recepção dos delegados, convidados e observadores.
Apresentação cultural.
Abertura oficial.
Composição da mesa:

• Prefeito de Floriano
• Secretário Municipal de Governo
• Departamento Especial de Juventude
• Presidente do Conselho Municipal de Juventude de Floriano
• Representante da Coordenadoria Estadual de Juventude
• Representante Estadual do Conselho de Juventude
• Secretária Municipal de Juventude De Teresina
Hino de Floriano
Falas das autoridades
Conferencia magna: “JUVENTUDE, DESENVOLVIMENTO E EFETIVAÇÃO DE DIREITOS”

• Facilitador: Coordenadoria Estadual de Juventude
• Facilitador: Secretária Municipal de Juventude De Teresina
Coquetel

Dia 20 de agosto (sábado)
07:30h - CREDENCIAMENTO
08:30h – Leitura do regimento interno e orientação dos trabalhos
Responsável:
Representantes do COMUJ e do DEJ
09:30h – Grupos de trabalhos – GT’s
12:00h – Almoço (no local do evento)
14:00h – Plenária de apresentação dos resultados dos GT’s
Responsáveis:
Representantes do COMUJ e do DEJ
16:00h – Eleição dos (as) delegados (as) para Conferencia Municipal de Políticas Publicas de Juventude
Responsável:
Comissão Eleitoral
18:00h – plenária final e apresentação do resultado da eleição
Responsáveis:
COMUJ e DEJ

domingo, 14 de agosto de 2011

Os três devedores - Uma reflexão sobre o desafio de ser pai.


Um homem muito rico tinha, também, muitos devedores. Estava ficando velho e percebeu que não dava mais tempo para receber de volta o seu dinheiro. Por isso, mandou chamar os que lhe deviam mais e lhes fez esta proposta:

- Visto que vocês não vão me pagar as suas dívidas neste mundo, se jurarem solenemente que darão um jeito para me pagar na outra vida, eu queimarei as notas promissórias que assinaram.

O primeiro devedor lhe devia uma pequena quantia e jurou que na vida futura seria o seu cavalo, assim o levaria para onde quisesse. O velho aceitou e queimou as notas dele. O segundo devedor lhe devia mais dinheiro e jurou que na vida futura seria o seu boi, portanto trabalharia na roça, puxando o arado e as carroças, como todo boi faz. O velho aceitou também essa proposta e queimou as notas dele. O terceiro devedor lhe devia uma quantia enorme e disse:

- Para pagar a minha dívida, na vida futura eu serei seu pai.

O velho ficou furioso e queria bater no devedor irreverente. No entanto este o parou e lhe disse:

- Antes de me bater, por favor, deixe-me explicar. A minha dívida é muito grande e não posso pagá-la sendo somente o seu cavalo ou o seu boi. Estou pronto para ser o seu pai. Dessa maneira trabalharei dia e noite para você; vou protegê-lo quando for pequeno e o vigiarei até quando crescer. Arriscarei a vida e enfrentarei qualquer sacrifício para não lhe faltar nada. Enfim, quando morrer, deixarei para você todas as riquezas que tiver conseguido juntar. Não acha que tudo isso vale muito mais do que ser simplesmente o seu boi ou o seu cavalo?

Neste domingo, dia dos pais, imediatamente pensamos em tantos pais e mães que não medem esforço para conquistar a saúde e o bem-estar dos seus filhos. Por sua vez, esses filhos e filhas nem sempre sabem agradecer. Pensam que, afinal, os pais têm obrigação de lhes dar tudo, como se fosse uma dívida a ser paga, simplesmente por tê-los colocado no mundo. Também existem pais que, apesar de estar do outro lado na família, e, portanto, com outras responsabilidades, pensam do mesmo jeito: criar filhos é quase como pagar prestações que nunca acabam.

Todos nós, hoje, somos tentados a reduzir as chamadas “obrigações” entre pais e filhos a algo de quase exclusivamente material, como se o dinheiro e as coisas resolvessem tudo e conseguissem substituir as simples relações humanas. Se fosse assim os pais mais ricos seriam os melhores educadores e o contrário valeria para os pais mais pobres. Nada disso. Se os bens trazem conforto e ajudam, nunca podem, porém, oferecer o carinho, o afeto e, muito mais, a experiência de generosidade e gratuidade que sempre revelam o verdadeiro amor. Por isso, os pais muitas vezes sacrificam-se pelos filhos, não para pagar uma dívida, mas porque os amam e querem que eles aprendam a amar e a se doar.

Cabe aos filhos, também, encontrar formas simples de gratidão. Pode ser o beijo e o colo da criança pequena; pode ser ainda a busca do diálogo do adolescente e do jovem com os seus pais, porque quando um rapaz ou uma moça procuram os seus pais para conversar estão lhes dizendo - sem precisar de grandes explicações - que confiam neles, que lhes dão valor e precisam do seu apoio e da sua amizade. Isso é gratidão, é amor. Procurar os pais somente para pagar as contas é reduzi-los a ser como o cavalo ou o boi da historinha.

Por mais defeitos que tenham, os pais precisam também de incentivos para cumprir mais plenamente a sua difícil missão. Se eles conseguirem encontrar algum tempo para os seus filhos ganharão de graça o afeto e a gratidão deles. Não será mais necessário comprá-los. Ter filhos será uma alegria e não somente uma conta para pagar.

Colaboração, Dom Pedro José Conti (Bispo de Macapá – AP)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11 de agosto: Dia do Estudante, Advogado, Garçom e Hoteleiro


Funções diferentes na sociedade e rotinas distintas, unidas por uma mesma data. Parabéns a todos!

O dia de hoje é considerado uma data especial para muitos trabalhadores. Funções diferentes na sociedade e rotinas distintas, unidas por uma mesma data: o 11 de agosto. Neste dia, comemoramos o dia do Advogado, dia do Garçom, dia do Trabalhador Hoteleiro e também o dia do Estudante. Parabéns a todos estes profissionais e futuros profissionais que atuam no bom funcionamento dos seus setores, colaborando cada qual ao seu modo para o bem-estar de todos nós.

Dia do Advogado

O dia 11 de agosto marca a data de criação dos cursos jurídicos no Brasil, dando origem ao Dia do Advogado. Parabenizamos no dia de hoje todos os profissionais que atuam na ciência do Direito, lidando com as normas que regulam as relações entre os indivíduos na sociedade. Seu papel é fundamental na mediação dessas relações, principalmente quando não funcionam dentro das normas estabelecidas, passando a nortear e representar os clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal.

Dia do Garçom

Não se sabe ao certo como surgiu a data, mas acredita-se que coincida com o Dia do Advogado porque nesta data os garçons tem trabalho dobrado. Para ser garçom, o bom humor e a tolerância são requisitos fundamentais. A técnica também é muito importante no desempenho da profissão, garantindo a eficiência ao desempenhar suas funções, sem perder a elegância. Parabenizamos esses profissionais que muitas vezes passam despercebidos aos olhos da sociedade, mas que são fundamentais na construção de momentos agradáveis a todos.

Dia do Trabalhador Hoteleiro

Outra classe que também recebe os parabéns e o reconhecimento no dia de hoje são os trabalhadores de hotéis. A hotelaria não seria nada sem eles os hotéis não funcionariam sem a dedicação e o conhecimento destes profissionais.
Muitas pessoas desconhecem, mas a profissão é muito antiga. A hotelaria teve início na Grécia Antiga, com o surgimento dos Jogos Olímpicos, demandando desde essa época o trabalho de profissionais que suprissem as necessidades dos viajantes e garantissem o bom atendimento. Assim, fica o nosso reconhecimento ao trabalho desse profissional que cuida de todos, garantindo o conforto de todos que estão longe de seus lares.

Dia do Estudante

No dia 11 de agosto de 1827, o Imperador D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. 100 anos depois, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes, nascendo assim, o Dia do Estudante.
Neste dia parabenizamos a todos aqueles que se dedicam a aprender e trabalham na busca e construção do conhecimento. Vale lembrar também o papel dos estudantes nas grandes manifestações sociais e políticas do nosso país, que culminaram na garantia de muitos direitos e soberania da democracia. Parabéns!

sábado, 6 de agosto de 2011

Agosto, mês vocacional


O mês de agosto já é tradicionalmente mês vocacional no Brasil. A CNBB convoca, todos os anos, para intensificar, neste mês, as orações e as ações em favor das vocações em geral. Embora a vocação para os ministérios ordenados deva ocupar a atenção dos fiéis durante todo o mês, por serem elas indispensáveis para a essência da Igreja, didaticamente se divide o mês em sub-temas para não deixar de lado nenhuma das outras vocações igualmente importantes para a vida eclesial.

Assim, na primeira semana se enfoca de maneira especial as vocações presbiterais e diaconais, por causa das festas de São João Maria Vianey, presbítero, a 4 de agosto, e a de São Lourenço, diácono, no dia 10.

A segunda semana é dedicada à vocação ao matrimônio, e tradicionalmente se celebra nesta ocasião a Semana da Família.

Na terceira semana se reflete sobre as vocações religiosas e missionárias, recordando os vários chamados de Deus neste sentido, sejam para a vida contemplativa nos mosteiros, seja para vida ativa nas várias frentes pastorais e evangelizadoras.

Por fim, na última semana se dedica atenção especial à vocação laical, recordando de forma especial os catequistas, os pedagogos da fé, mas também os vários outros ministérios eclesiais e o papel do leigo no mundo.

As vocações aos ministérios ordenados são básicas para as demais vocações na Igreja. Cristo, ao chamar os doze para o ministério de apóstolos, deu-lhes instruções e responsabilidades especiais. Pediu deles dedicação total, entrega incondicional ao ministério. Deixaram tudo: família, profissão… Somente Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, poderia fazer isto: conferir-lhes o poder sacerdotal que era somente Dele, único e eterno Sacerdote. Assim os apóstolos passaram, com humildade, a agir não só em nome, mas na pessoa de Cristo. É Cristo mesmo que age através deles.

Cristo os chamou e os enviou para constituir, ampliar, assistir, alimentar, em fim, santificar a Igreja.

Os sucessores dos apóstolos são os bispos, mas unido ao ministério episcopal de forma muito íntima está o ministério presbiteral e ao seu lado, com suas funções próprias, o ministério diaconal. Por isso o número de padres e diáconos deve ser suficiente para atender à comunidade do povo de Deus. É preciso que eles sejam verdadeiramente vocacionados, ou seja, que assumam com autenticidade este estado de vida e este serviço. Não basta serem em número suficiente.

É preciso que sejam bons e santos, pois só assim estarão sendo fiéis ao chamado e aptos para servirem autenticamente ao Povo de Deus. Todos os cristãos têm a missão de evangelizar, mas cabe aos ministros ordenados a principal responsabilidade de realizar e também de coordenar, articular e animar este serviço evangelizador na Igreja. Também no início da Igreja foi assim.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Homenagem ao Dia do Padre


04 de Agosto comemora-se o dia do padre.

Padre significa “pai”. Assim como o pai cuida de seus filhos, o padre cuida daqueles que participam da nossa paróquia para que cresçam como verdadeiros filhos de Deus.

Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer.

Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação. O padre, como podemos ver, é o primeiro missionário de nossa comunidade.
Ele está sempre conosco, atendendo as necessidades do povo, instruindo, confortando, visitando famílias, doentes, rezando missas, atendendo os pobres.

Ser padre é aceitar e entregar-se a Jesus e a um grande desafio de ser seu representante perante os homens. Somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar seus filhos como somente um pai pode fazer.

Não é missão fácil, pois o padre acima de tudo é ser humano, sujeito a tentações, fraquezas e que também erra.

Saibamos reconhecer sua importância e humanidade e ajudá-lo, deixando diferenças pessoais de lado, pois sem a ajuda de todos seu trabalho é, se não em vão, muito mais árduo.

Que este dia em sua homenagem seja um dia de festa, agradecimento e reconhecimento sincero, pois ter um padre em nossa comunidade é benção de Deus e sinal de sua presença viva entre nós.

Parabéns a todos os padres, que Deus renove diariamente a belíssima vocação a que foram chamados e a qual disseram SIM.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Romaria reúne 20 mil pessoas em Campo Maior


A romaria é uma realização da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pastorais Sociais.

Mais de 20 mil romeiros vindos de oito dioceses do Piauí participaram no sábado e domingo da 12ª edição da Romaria da Terra e da Água, que aconteceu na diocese de Campo Maior.

A romaria é uma realização da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pastorais Sociais e está em sintonia com toda a ação evangelizadora da Igreja, e tem sido um dos momentos de forte expressão popular, reunindo representante das dioceses, todos os bispos e do povo de Deus.

"Salvar a Terra e a Água é salvar a Vida" foi o tema da 12ª edição da Romaria e está em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade/2011, que é "Fraternidade e Vida no Planeta", trazendo para a reflexão da sociedade a perspectiva de uma mudança de comportamento e atitudes diante do descaso e da falta de cuidado com a natureza e a mãe Terra.

Para Dom Eduardo Zielski, bispo da Diocese de Campo Maior, que está sediando o evento, a romaria representa a animação da fé e vai na trilha da questão social, na luta pela terra e água, com uma grande mística do povo de Deus. "É também uma forma de chamar a atenção para uma reflexão sobre a terra e água que não são valores intermináveis, e que podem um dia se esgotar se agente não respeitar", enfatizou.

Segundo a coordenadora das Pastorais Sociais, Irmã Cirlene Sasso, a romaria foi realizada como muitos esforços e há muito tempo vinha sendo preparada e por isso acredita que os objetivos foram alcançados porque foi possível fazer com que o povo refletisse sobre o meio ambiente, sobre as mudanças climáticas, sobre o cuidado que é preciso ter com a terra, com a água e com o todo o planeta, principalmente com os seres vivos.

A 12ª edição da Romaria da Terra foi muito participativa, com muitas dioceses na preparação e celebração dos encontros, na preparação das caravanas, e por isso foi um momento muito importante para todo a Regional Nordeste 4 da CNBB. A romaria contou ainda com uma boa participação do clero das dioceses, dos bispos de cada uma delas e ainda do arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito.

No sábado os romeiros participaram das plenárias que acontecem na cidade, todos os seminários referentes ao meio ambiente, sobre as mudanças climáticas e os impactos dos grandes projetos que estão sendo implantados no Piauí. À noite houve o momento quando todos os romeiros deram um abraço no açude grande da cidade. Em seguida houve a tribuna livre, onde foram colocados os resultados dos seminários, mas antes também teve a acolhida que foi feita por Dom Eduardo, bispo da diocese que sediou o evento e contou a com a palavra do prefeito de Campo Maior, Paulo Martins.

Após a apresentação dos resultados das plenárias dos seminários, aconteceu o show com o cantor Zé Vicente, com músicas que marcam as romarias. Para encerrar o evento na madrugada de ontem, houve a celebração da eucaristia e envio dos romeiros, que voltando as suas dioceses dão continuidade à luta da romaria no dia-a-dia.


FONTE:Liberdadenews

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Convite para PROFISSÃO SOLENE DE FREI EDUARDO FERREIRA DE BRITO, OFM


A Província Franciscana "Madonna delle Grazie" (Benevento - Itália), a Fundação Missionária Franciscana Nossa Senhora das Graças (Floriano PI) e familiares convidam para a PROFISSÃO SOLENE DE FREI EDUARDO FERREIRA DE BRITO, OFM

30 DE JULHO DE 2011 - às 19h
IGREJA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Rua Coelho Rodrigues, 513 - Ibiapaba
FLORIANO PI

"Não preciso de mais nada, conheço Cristo pobre e crucificado". (2 Cel 105)

Frei Eduardo Ferreira de Brito, ofm

Estudante de Teologia

É natural de São Francisco do Piauí (PI). Nasceu no dia 10.07.1981 e ingressou na Ordem dos Frades Menores no dia 8.01.2006. Cursa o 4º ano de Teologia, no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis RJ. Reside na Fraternidade Franciscana São Francisco, em Campos Elíseos - Duque de Caxias RJ (Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil). É frade da Fundação Missionária Franciscana de Nossa Senhora das Graças, em Floriano, Piauí.

E-Mail: ofm_floriano@yahoo.com.br
Tel.: (89) 3522 1380 / Tel./Fax.: (89) 3521 1254

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia do motociclista.


Hoje, 27 de julho comemora-se o dia do motociclista. Para comemorar esta data e garantir a segurança durante o exercício dessa paixão, que é o motociclismo, seguem aqui algumas dicas: Os "12 Mandamentos" do Motociclista.

O motociclista Lucas Pimentel valendo-se de sua experiência a frente da ABRAM - Associação Brasileira de Motociclistas elaborou de maneira clara e prática uma lista contendo os "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas no trânsito.

A Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) tem uma lista com "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas nas ruas e nas estradas brasileiras:

1 – Mantenha a motocicleta sempre em ordem

Verifique a calibragem e o estado geral dos pneus; cheque o funcionamento do farol, setas, lanterna e luz de freio; verifique o cabo, lonas, ou pastilhas, fluido e a regulagem se for freio hidráulico; confira o cabo, e a regulagem da folga ideal do sistema hidráulico; revise os amortecedores traseiros e as bengalas dianteiras quanto a vazamentos; verifique a vela, cachimbo e cabo; troque periodicamente o conjunto de coroa, corrente e pinhão; tenha sempre a mão a CNH e o CRLV; utilize o protetor de pernas (mata-cachorro) e a antena anti-cerol.

2 – Pilote utilizando equipamentos de segurança

Capacete aprovado pelo Inmetro; calça e jaqueta de tecido resistente (preferencialmente de couro); botas ou sapados reforçados e luvas (de preferência de couro).

3 – Reduza a velocidade

Quanto menor a velocidade, maior será o tempo disponível para lidar com o perigo de uma condição adversa ou situações inesperadas, como mudança súbita de trajetória de outro veículo.

4 – Atenção e concentração

O ato de pilotar motocicletas exige muita atenção do motociclista, por isso evite se distrair.

5 – Respeite a sinalização de trânsito


Conheça e respeite os sinais e as placas de trânsito.

6 – Cuidado nos cruzamentos

Os cruzamentos são os locais de maior incidência de acidentes de trânsito, então redobre a atenção e reduza a velocidade ao se aproximar dos mesmos, principalmente nos cruzamentos sem sinalização de semáforos.

7 – Cuidado nas ultrapassagens

Sinalize as manobras com antecedência e certifique-se de que você realmente foi visto pelo motorista a ser ultrapassado. Tenha cuidado ao passar entre veículos, principalmente ônibus e caminhões.

8 – Cuidado com pedestres

Lembre-se de que o pedestre tem prioridade no trânsito urbano. Seja cordial e fique alerta para os pedestres desatentos, principalmente crianças e idosos.

9 – Seja visto

Ao pilotar à noite, use roupas claras e com materiais refletivos.

10 – Alcoolismo

Está comprovado que bebida e direção não combinam. Então, se beber, não pilote. Fique vivo no trânsito.

11 – Mantenha distância

É imprescindível manter uma distância segura dos veículos à frente (cerca de cinco metros), principalmente em avenidas e rodovias.

12 – Cuidado com a chuva

Redobre a atenção, reduza a velocidade e evite freadas bruscas; lembre-se de que nestas condições o tempo de frenagem é duas vezes maior que o normal.

Elaborado por Lucas Pimentel, presidente da Associação Brasileira de Motociclistas(ABRAM).

Fonte: www.abrambrasil.org.br

sábado, 23 de julho de 2011

Deus existe?


Um dia, um médico materialista resolveu questionar um de seus pacientes que ele sabia ser seguidor de alguma religião.

Enquanto examinava o rapaz o médico foi logo perguntando:
"Você tenta ajudar os outros com a sua doutrina?"
"Sim!" Respondeu.
"Você já viu Deus?"
"Não!" Disse o paciente.
"Você já ouviu Deus falando?"
"Não!" Falou o homem.
"Você já sentiu alguma presença real divina?"
"Não!"
"Pois bem", completou triunfante o médico, "temos aí três argumentos contra, e um a favor da existência de Deus. Logo se conclui que, segundo a lógica, não existe nenhum Deus."
O paciente então perguntou ao médico:
"Você, como médico, já viu uma dor?"
"Claro que não!" Respondeu rápido.
"Você já provou uma dor?"
"Não!"
"Você já cheirou uma dor?"
"Não!"
"Você já sentiu uma dor?"
"Sim!" Disse finalmente o médico.
"Pois bem," concluiu o paciente, "temos aí três argumentos contra e um a favor da existência da dor. Apesar disso, você sabe que existe a dor, e eu sei que Deus existe!"

Contra qualquer lógica vigente, sabemos que Deus existe;
Como o ar que não podemos tocar, como a dor que não podemos cheirar, como o som que não podemos enxergar.

Provar a existência de Deus nunca será fácil pela lógica humana, ou por experiências cientificas. Não se pode conter o mar dentro de um balde, assim como não podemos comportar em nossa mente tão grandioso mistério, que é a presença de Deus.

O fato de não podermos ver algo não quer dizer que este não exista. Acreditamos apenas no que podemos ver, Mas o próprio Cristo nos alerta quando fala a Tomé: você acreditou porque viu, felizes o que acreditaram sem ter visto (Jo, 20:27-29).

Pense nisso!

Tudo pronto para a 12ª Romaria da Terra e das Águas do Piauí .


Está tudo pronto para a 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí. O evento acontece nos dias 30 e 31 de julho em Campo Maior. Naqueles dias, os representantes de todas as dioceses do Piauí se reúnem na Romaria para propor à sociedade e poder público uma reflexão sobre a convivência do homem com o meio ambiente.

A cada ano a Romaria vem sendo realizada em consonância com a Campanha da Fraternidade, este ano, a 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí tem como tema "Salvar a Terra e Salvar a Água é Salvar a Vida", frase curta, mas com uma mensagem direta: Se você não preservar o meio ambiente, será difícil manter a vida no planeta, inclusive de seres humanos.

A programação em Campo Maior tem início com a acolhida dos romeiros de todo Piauí entre 8h e 12h do dia 30 de julho. Às 14h acontecem os seminários temáticos em seis paróquias diferentes da cidade, seguido de um momento de espiritualidade. Às 18h haverá um dos momentos mais fortes desta Romaria, o "abraço" ao Açude Grande, gesto que visa conscientizar sobre o grau de poluição naquele que um dia foi a fonte de abastecimento de água em Campo Maior.

Ainda no dia 30 todos os romeiros participam de uma Tribula Livre às 19h, encerrando as atividades do dia com uma Noite Cultural animada com o show de Zé Vicente. No dia 31 todos participam da Eucaristia às 5h da manhã, seguida do envio dos romeiros.

Fonte: CNBB

domingo, 17 de julho de 2011

Joio, Trigo, e Paciência...


Não há no calendário da igreja, pelo menos não tenho conhecimento, de uma santa com o nome de Paciência, apesar disso, ela é muito invocada pelas pessoas, quando alguém faz algo de errado, "Tenha Santa Paciência!" eu cresci ouvindo essa expressão que acho bem interessante e oportuna para a reflexão do evangelho de hoje, pois o homem paciente é aquele que sabe esperar, empenhando-se em construir algo novo, acreditando que o seu trabalho dará resultado, ainda que os frutos só sejam colhidos pelas gerações futuras.

O Reino de Deus não cai do céu já pronto, e nem acontece no imediatismo, mas como em um gigantesco quebra-cabeça, cada peça vai sendo colocada, até que no final iremos todos ver uma belíssima obra, e, das comparações que Jesus fez sobre o reino, a mais fiel é a parábola da semente, algo que precisa ser plantado, cuidado, cultivado, para poder germinar, e depois de germinado tem de ser muito bem conservado e mantido, ou seja, a edificação do reino é algo permanente em nossa vida, que um dia, na visão beatífica iremos contemplar e poder admirar toda sua beleza, e ainda mais, sentir uma imensa alegria ao perceber que ajudamos a construí-lo.

Mas quem é que planta uma semente hoje e espera que amanhã ela já brote e se transforme em uma planta? É preciso não ter pressa, nem para ver a semente germinar, nem para colher os frutos, que se arrancados da árvore fora de tempo, não estarão maduros e nenhum prazer trará a quem o comer. Eis o grande mal que afeta a relação entre as pessoas, nos dias de hoje: a falta de paciência!
Talvez como conseqüência da relação homem versus máquina, dos avanços da tecnologia e da informática, que nos permite no toque de uma tecla, ver ou ter de imediato, aquilo que se quer, não se faz mais nenhum esforço para abrir um portão, que é eletrônico, acender um fogão, ligar a TV ou mudar de canal, sem levantar-se do sofá, e até controle eletrônico para o som do carro, o que eu acho um absurdo.

E assim, acabamos transportando para a relação com as pessoas, esse imediatismo, quando queremos resultados, ou mudanças de comportamento, as grandes empresas investem largamente em cursos de treinamento, porque querem resultado imediato na linha de produção. Mas as pessoas não são máquinas, programadas para nos atender, elas tem autonomia, são movidas por sentimentos, emoções, temperamento, estão sujeitas a fraquezas, pequenos enganos ou erros atrozes, são volúveis, capazes de amar e odiar, ao mesmo tempo, o homem é um mistério, um verdadeiro Fenômeno, como define o conteúdo da obra de Pierre Teilhard de Chardin.

E diante de toda essa complexidade humana, em Jesus descobrimos que o Pai nos ama, e que o seu amor é paciente, compassivo, tolerante e sabe esperar, confiando no ser humano, quando o chama para viver a vocação do amor.

Entretanto, embora alcançado pela graça de Deus, o homem não consegue refletir para o semelhante essa imagem e semelhança, com Aquele que é a essência do puro amor, pois a impaciência, a intolerância e o radicalismo, acaba prevalecendo em lugar do amor que tudo suporta e tudo crê, falta paciência com os pais, com os idosos, com as crianças, com os enfermos, com os pobres, com a esposa, com o esposo, com os netos, com os alunos, com a equipe de trabalho, com os que são diferentes, no aspecto cultural, econômico, político, religioso, onde fazemos, de simples adversário um inimigo mortal.

O que Jesus nos pede neste evangelho é justamente isso, a paciência de crer e saber esperar o novo reino, ajudando a construí-lo no meio dos homens, com todo empenho, dedicação e seriedade, o verdadeiro cristão jamais pode ser radical ou imediatista, pois seria ingenuidade desejar fazer acontecer o reino á toque de caixa, na família, na comunidade, no trabalho, na escola ou na política, infelizmente ainda há muitos cristãos que se sentem frustrados por não ver resultado do seu trabalho.

São aqueles que não aceitam que haja joio em meio ao trigo, fecham-se em seus grupos, suas comunidades, seu pequeno mundo, e são sempre impulsionados a querer arrancar o joio de suas relações, ignorando que a palavra de Deus e a verdade do evangelho, quando testemunhadas de maneira autentica, tem poder sim, para transformar qualquer joio em trigo, resultado da obra da salvação, desejada por Deus e realizada plenamente por Jesus através da sua igreja.

Colaboração, José da Cruz (Diácono Permanente da Paróquia Nossa S. Consolata -Votorantim)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Fraqueza e poder.

A lei do mais forte revela sua fraqueza quando não for realmente forte para servir e promover o mais fraco. Caso contrário, ela se torna imensa covardia e manifestação de pequeno caráter de quem a usa para massacrar e aproveitar-se do mais frágil. Isso, infelizmente, é muito presente na história da humanidade.

Jesus veio ser verdadeiro e pleno sinal de contraste com essa prática. Grandioso Deus se fez criaturinha frágil, nascendo sem o mínimo conforto e vivendo pobremente. Ele lembra que não tem nem onde reclinar a cabeça. Não aceitou a violência nem mesmo para se defender. Assumiu o martírio e provou que a última palavra não é a de quem pode matá-lo em sua natureza humana, nem mesmo a realidade da morte. Sua vida nos provou que o amor e o serviço ao semelhante é o que vale na nossa caminhada pela terra. O mais deve ser empregado nessa direção.

A realização justa do ser humano inclui o necessário para uma vida digna. Mas isso não pode dar asa a que uns tenham demais e, muito menos, à custa do que seria de benefício aos outros. Enquanto não houver justiça nessa terra, é preciso de quem tenho o “tutano” da vitalidade do amor de Deus para a promoção da vida de sentido nesse planeta. Sua influência vai ser forte em todo contexto humano. A formação do caráter deve ser básico na constituição e no desenvolvimento da família e em toda a convivência social.

Os poderes variados vão, assim, ser usados para o serviço à causa da vida das pessoas e do planeta onde vivemos. Serão usados para se erradicarem os mecanismos de morte e tudo o que faz pisar sobre os mais fragilizados em todas as dimensões. O livro da Sabedoria lembra o poder de domínio para o exercício da misericórdia e a atitude de alguém ser humano para com os frágeis: “A tua força é o princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente... o justo deve ser humano” (Sabedoria 12, 16.19).

Jesus nos lembra a necessidade de sermos indulgentes para com o próximo, da mesma forma em que pedimos semelhante atitude de Deus para conosco. Paulo lembra a ação do Espírito que nos auxilia: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza” (Romanos 8,26).

Não entendemos porque há tantas pessoas maléficas, invejosas, vingativas, mentirosas, trapaceiras e desonestas. Procuram fazer o mal ao semelhante. Usam da política para beneficiar a si e seus comparsas em detrimento de grandes parcelas pobres. Já na parábola do joio e do trigo temos a narrativa de fato semelhante do homem que semeou a boa semente e o inimigo a má. No entanto, a colheita marcou o resultado do bom produto (Cf. Mateus 13,24-43).

A fraqueza dos maus está no pensamento de que sua grandeza no malefício será a palavra final. O criminoso, por exemplo, pode até pensar que vai ficar ileso e tirar vantagem de seu ato malvado.

Às vezes sua condenação e penalização podem não se dar nesta terra, se bem que as maiores são a de ele mesmo saber que a grandeza da pessoa está na dignidade e no bem. Mas a última palavra é a do próprio Deus, que nos recompensa pelo bem que tivermos feito ao semelhante. Esta é a real grandeza e a maior conseqüência do que realizamos nesta caminhada terrena.

Colaboração, Dom José Alberto Moura, CSS (Arcebispo Metropolitano de Montes Claros – MG)

Comunicação é mais que meio


Prossegue Seminário de formação para bispos no Rio de Janeiro

O I Seminário de Comunicação para Bispos do Brasil (SECOBB), no Centro de Estudos e Formação Sumaré, no Rio de Janeiro, abordou na manhã dessa quarta-feira os temas “Processos e Meios: uma introdução ao fenômeno da comunicação” e “Evolução dos modelos da comunicação e a construção dos sentidos”.

Palestraram aos 62 bispos presentes os professores Elson Faxina, da Universidade Federal do Paraná, e Mauro Wilton de Souza, da Escola de Comunicação e Arte (ECA/USP – São Paulo).

Segundo informa o portal da arquidiocese do Rio de Janeiro, os professores deram ênfase ao fato de que a comunicação é, antes de tudo, um processo social. De acordo com eles, é preciso compreender a sociedade em que se vive, pois não dá pra falar de comunicação sem que se situe o indivíduo historicamente.

“Comunicar passou a ser a própria forma de subsistir”, disse o conferencista Mauro Wilton.

Já o professor Elson Faxina disse que “hoje a comunicação é muito mais que meio. É cultura. Os meios são, agora, uma forte instituição. É o momento da pluralização de imagens”.
As abordagens revelaram que a sociedade está diante de um novo paradigma, o ciberespaço: onde não há mais a verticalização do emissor, porque todo receptor é emissor também.

De acordo com os conferencistas, essa nova realidade social demanda uma necessidade de conexão com o virtual para que se esteja em contato com os indivíduos.

“Se eu não estou conectado, minha capacidade interativa é muito menor”, destacou Mauro Wilton.

A abrangência comunicacional que o celular proporciona foi destacada. As redes sociais também foram especialmente citadas como aquelas que resgatam o conceito de comunidade, as novas formas contemporâneas do estar junto.

“As novas mídias socializam tudo, são mediadoras culturais de um processo em trânsito”, afirmou o professor da ECA.

Crimes na internet

No período da tarde, os bispos discutiram o tema "Cibercultura, redes sociais e crimes na internet".

A delegada Helen Sardenberg, da Polícia Civil, Titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, quis mostrar aos bispos quais são as práticas mais recorrentes de crimes pela internet.

Ela disse que não existe uma prática única e específica de delito pela rede. Segundo a delegada, os crimes mais frequentes são contra a honra: calúnia, difamação e injúria.

A delegada afirmou que a prevenção contra os crimes é de responsabilidade de todos: pais, educadores, iniciativa privada e poder público.

Após a apresentação, os bispos se dividiram em grupos para refletir como poderiam repassar aos sacerdotes e leigos a importância de se trabalhar os valores e a ética no mundo da cibercultura e das redes sociais.

Fonte:http://www.zenit.org/

sábado, 9 de julho de 2011

Semear a Palavra de Deus.


"Um semeador saiu a semear ..." É o início da parábola que está no centro do Evangelho deste 15º. Domingo do Tempo Comum (Mateus 13,1-23); um início simples, quase trivial, como parece mais óbvio em seguida: no difícil terreno palestino de então, a semente espalhada "como chuva" cai apenas parcialmente em terra boa, onde irá dar frutos, em grande parte se perde no terreno seco, ou entre as pedras ou entre espinhos.

Com algumas exceções, todas as parábolas apresentam semelhantes traços da vida comum, de pouco interesse à primeira vista: a pesca pobre ou abundante, um homem assaltado por ladrões em uma estrada solitária, um pai que luta com os delírios dos filhos, dois homens que vão orar, uma mulher que percebe ter perdido uma moeda, uma outra prejudicada por falha na justiça.

Pode-se perguntar de onde vem o encanto dessas histórias, ainda vivas após dois mil anos em um mundo mudado radicalmente. A resposta, paradoxalmente, está no fato de que elas não mostram circunstâncias extraordinárias, mas sempre a partir dos pequenos problemas em que nos encontramos presos ou que conhecemos e que hoje também poderiam nos afetar: problemas de todos, como sempre, essencialmente os mesmos que há dois mil anos atrás – mudou apenas no modo externo. Por isso nos envolvem, pois numa ou noutra podemos nos reconhecer, mas muitas vezes as vivemos de uma forma superficial, entediados ou irritados. As parábolas nos fazem descobrir uma dimensão mais profunda, que as removem da banalidade e conferem ao cotidiano toda a espessura da vida real.

A parábola do semeador é um exemplo claro. Jesus faz a narração, como Ele mesmo depois explica, para comparar o semeador a Deus, a semente à sua Palavra, e os diferentes tipos de terrenos para as diferentes formas em que os homens se colocam diante dessa.
Aqueles que não a aceitam ficam tão secos como a estrada; as pedras e os espinhos indicam os que receberam a Palavra, mesmo com entusiasmo, mas, superficialmente, sem deixar criar raízes, de modo que na primeira dificuldade a colocá-la em prática a abandonam, e apenas aqueles que realmente a fazem própria dão seu fruto abundante A parábola é, portanto, um convite para não ser superficial em relação à fé, a tomar consciência de que acolhê-la com coerência dá valor a cada momento da vida.

Mas em transparência da parábola, deduz-se também outra coisa. Por exemplo, que Deus não se desinteressa pelos homens; o fato de que lhes dirija sua palavra demonstra que Ele tem cuidado de orientá-los para o bem. Nesse sentido, a parábola ocupa um tema já presente no Antigo Testamento, como se pode ler, entre outras, na bela página dos profetas escolhida hoje como a primeira leitura (Is 55,10-11): "Assim diz o Senhor: Como a chuva e a neve descem do céu e não voltam para lá sem irrigar a terra, sem a ter fecundado e feito brotar para que possa dar a semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra da minha boca...."

A parábola do semeador implica que, como Deus espalha sua Palavra sobre os homens, o mesmo acontece com cada um de nós: as nossas palavras, aquelas ditas e não ditas, quando na verdade elas deveriam ser ditas, aquelas faladas e aquelas caladas, feitas de gestos e comportamentos, nunca são sem consequências; como a pedra lançada no lago, sempre produzem ondas que se espalham fora de proporção, de longo alcance, produzem nos outros reações, opiniões, atitudes.

Muitas vezes não pensamos, mas todos nós somos semeadores. Assim, se de um lado a consciência de influenciar sobre os outros dá sentido a todo momento e, em seguida, afirma que a vida, na realidade, nunca é trivial, de outro lado é para perguntar-se que semente lançamos ao nosso redor? A diferença entre Deus-semeador e o homem-semeador é esta: Deus sempre espalha a boa semente, que dá frutos abundantes em quem a recebe, enquanto nós sabemos lançar sementes envenenadas, que fazem sofrer. Talvez, às vezes, não tenhamos consciência disso, e é a nossa desculpa, por isso mesmo temos de avaliar cuidadosamente o que semeamos.

São Paulo Apóstolo, na passagem de Romanos que lemos neste domingo, nos faz lembrar do nosso destino eterno, fazendo-nos tomar consciência de que, mesmo os mais terríveis sofrimentos de hoje ou de uma vida inteira, são bem pouca coisa, temporalmente, concretamente, se comparados com a felicidade eterna, para a qual caminhamos, na medida em que fazemos tesouro da Palavra de Deus e não apenas a ouvimos, mas a praticamos.


Bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e vivem-na todos os dias, nós cantamos juntos na liturgia eucarística, como se pode rezar na oração inicial da Missa de hoje, "Aumentai em nós, ó Pai, com o poder do vosso Espírito, a disponibilidade para acolher a semente de vossa palavra, que continuais a semear sobre toda a humanidade, para que frutifique em obras de justiça e de paz e revele ao mundo a bendita esperança do vosso reino".
Em outras palavras, um forte apelo à nossa responsabilidade pessoal sobre a adesão à Palavra de Deus que nós ouvimos durante as várias celebrações religiosas ou que podemos meditar pessoalmente, tomando em nossas mãos a Sagrada Escritura e lendo-a sistematicamente. Se não podemos fazer pessoalmente, porque limitados no tempo e nas condições físicas, valorizemos todas as oportunidades que nos dão as comunidades paroquiais, e também os múltiplos meios de comunicação que oferecem serviços à Palavra, tais como Internet, televisão, rádio, jornais, imprensa, revistas de todos os tipos. É importante valorizar e estudar o texto sagrado e, em sintonia com ele, conduzir a nossa vida pessoal para a santificação e salvação eterna, vocação de todo filho de Deus.

Entender o que o Senhor quer para cada um de nós é o primeiro passo para a felicidade, passando pela purificação do coração e da mente, exatamente como nos diz o trecho do Evangelho deste domingo – décimo quinto do tempo comum. Se o nosso coração ainda está duro, árido, sem qualquer valor moral não poderá jamais dar uma resposta produtiva à Palavra, que também entra e toca a sua profundidade. É preciso abrir o coração para acolher a Palavra e levá-la para a vida, transformá-la em exemplo vivo.

Colaboração, Dom Orani João Tempesta (Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ)